segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Amante do domingo

# Será possível uma vida calma e tranquila como as tarde de domingos, que às vezes esquentam dependendo da companhia. Será possível viver tranqüilo como beijo no pescoço que traduz a calmaria desconhecida, pois a minha vida agitada reflete o gosto da vodka por mim tomada, enquanto o seu vinho bem degustado torna-o parcialmente relaxado. Meus olhos que lembram esmeraldas, em você completamente fixados, registrando cada movimento sem perde nenhum detalhe finalizando com um sorriso.

Um domingo que deixa bons rastros na memória, uma tarde para boêmios será? Mais como pode eu que tenho coração bobo mais agitado, curti um momento calmo? Será a boa companhia? Ou será que eu sou uma amante do domingo? E parando para refletir a essência do momento percebo que de calmo por fim nada tem o domingo, talvez a falta da música e das palavras torne tudo mais tranqüilo quando na realidade o que se passa na nossa tarde são loucuras, que depois guardadas na memória voltam a perturbar às vezes fazendo com que a saudade aperte, fazendo com que a vontade aumente novamente. O cheiro no ar exalando os corpos encontrando-se um momento apreciado sem moderação. Os domingos vão passando e com eles os momentos acontecidos vão adormecendo e acordando na medida do possível tornando o domingo meu dia favorito semanal.

Será eu então uma amante de domingos?

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